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CCaç 13 - Bissau

Bissau

A boneca

Op. Mar Verde

Tratando da saúde

A 13ª Comandos

Bissau

 

1969 - No fim da Avenida da Republica, o Monumento ao Esforço da Raça, e o Palácio do Governador

1969 - À mesa do popular Café Bento no centro de Bissau, da esquerda para a direita: furriel Fortunato, alferes Matos, alferes Azevedo, furriel Valério e o furriel Queiroz.

1969 - Catedral de Bissau
1969 - Monumento ao navegador Diogo Gomes Porto de Bissau, foto de um postal existente na altura 1969 - Monumento a Honório Barreto

 

A chegada a Bissau a 30 de Maio de 1969, mostra um mundo novo, e uma cultura completamente diferente.

 

O clima da Guiné é extremamente doentio, os dias são quentes durante todo o ano, mas a temperatura baixa à noite. De dia as temperaturas chegam a ser superiores a 40 graus, o tempo é abafado, em determinadas alturas do ano as noites são tão quentes, que a meio da noite nos levanta-mos para tomar um banho. Os banhos são sempre de água fria, a qual na verdade nunca está fria, mas o pior são os inúmeros mosquitos (tem que se dormir com um mosquiteiro para nos protegermos).

 

O povo da Guiné é boa gente, qual cativa facilmente pela sua maneira de ser, e graças à nossa grande facilidade de integração, conseguimos de imediato passar a fazer parte daquela comunidade.

 

Bissau é uma cidade muito pequenina e um porto de águas pouco profundas.

 

Não existem pedras na Guiné, o terreno parece feito de barro, quando chove criam-se grandes poças de água (bolanhas) onde os mosquitos proliferam, mas é também ai que se produz o arroz, principal fonte de alimentação da população, que a Guiné produz em grande quantidade, chegando a exporta-lo.

 

A cidade é pequena, possui uma avenida principal que vai do cais ao palácio do governador, estando a zona comercial sedeada junto ao caís, onde existem várias lojas, bem fornecidas, estas ruas estão alcatroadas.

 

O centro da cidade é ladeado por ruas com vivendas, também alcatroadas, mas a partir dai apenas existem ruas em terra batida, e tabancas.

 

Um hospital bem organizado, perto do centro da cidade, fornece os serviços de saúde à população, bem como uma imponente igreja, um museu com bonitas peças do artesanato guineense, e um pequeno jardim infantil.

 

Após a independência apenas a igreja, a "Casa Gouveia" e algumas lojas sobrevivem, o resto ficou quase tudo em ruínas, incluindo o hospital, do qual apenas restam paredes (não se encontra uma única peça de madeira, pois portas, janelas ombreiras, foi tudo arrancado, para servir de combustível).

 

A "Casa Gouveia" é designada agora (1986) como "Armazéns do Povo", tem um papel vital para a população, importa e vende arroz de forma racionada.

 

Foto à mesa do popular Café Bento, local muito frequentado pelas NT no centro de Bissau, (fica perto dos "Armazens do Povo", mas em 1986 já não existia, no seu lugar estava uma bomba de gasolina), da esquerda para a direita: furriel Fortunato, alferes Matos, alferes Azevedo (C. Caç. 14), furriel Valério e o furriel Queiroz (furriel dos ranger destacado para a C.Caç. 13, viria a ser gravemente ferido por um estilhaço de granada).

 

Existem muitas espécies de animais africanos, com destaque para os pássaros e cobras venenosas, que existem em elevado número.

 

Pode ver mais fotos de Bissau na página sobre Viagens

 


 

Publicado em 24/02/2003, e revisto em 21/07/2006 por Carlos Fortunato

Crónica de Carlos Fortunato, ex-furriel da CCaç. 13

 

(1) Fotos de Carlos Fortunato, ex-furriel da CCaç. 13

 

 


 

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