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CCaç 13 - Bissau |
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Operação Mar Verde - 22/11/1970
Conakry ficava bem longe das nossas fronteitas
Realizada já quase no fim da nossa comissão, a 22 de Novembro de 1970, acontece a invasão à Guiné Conackry, é a mais extraordinária operação de toda a guerra, faz parte das suas histórias secretas, que agora começam a ser desvendadas, e sem dúvida será um dos momentos que ficarão para a história. É a única operação que deu origem a um livro.
O termo "invasão", é um termo forçado, dada a pequena dimensão das forças portuguesas envolvidas (1 companhia de comandos africanos com 150 homens, 1 destacamento de fuzileiros africanos com 80 homens, os quais tinham o apoio de 200 homens da FLNG), lançados 200 kms atrás das linhas inimigas, teriam que conseguir neutralizar muitos milhares de combatentes inimigos.
Na altura muito pouco conseguimos saber sobre a operação, apenas que a C. Caç. 13 e a 14, faziam parte da segunda vaga de invasão, destinada a dar apoio à primeira força de desembarque.
Existiam vários objectivos nesta operação, mas o objectivo principal era depor o governo e colocar outro no seu lugar, com a ajuda de elementos da oposição.
Quando a C. Caç. 13 partiu de Bissorã para Bissau, apenas foi dito que iríamos fazer uma operação numa ilha a sul da Guiné, para a qual seguiríamos de lancha, foi pedido aos poucos soldados da metrópole envolvidos na operação, para assinarem um documento no qual era referido a sua saída do exercito português numa data passada (sem qualquer explicação), e que não necessitam de levar armamento para a operação, pois o mesmo ser-lhe-ia fornecido mais tarde.
21/11/1970 Brá - Acampados em Bissau (Quartel de Brá) aguardando ordens (1)
Em Bissau é montado um acampamento em tendas, do qual não podemos sair pois a qualquer momento poderão chegar helicópteros, que nos levarão para uma ilha onde nos será fornecido o armamento.
É afirmado que a partir dessa ilha partirá a operação, a qual irá decorrer numa outra ilha no sul da Guiné, e que a nossa deslocação será feita de lancha.
Os preparativos para a operação são estranhos, e todos se interrogam sobre qual será realmente a operação, especula-se sobre o objectivo ser a ilha do Como, mas a dúvida é o que persiste, o facto de não ir-mos usar as nossas armas e o documento que nos deram para assinar, coloca muitas interrogações, e uma operação num outro país, parece uma forte probabilidade.
Em tendas montadas em Bissau a C. Caç. 13 e 14, aguardam ordens que podem chegar a qualquer momento, mas a verdade acaba por se saber logo no dia seguinte - houve uma tentativa de fazer um golpe de estado na Guiné Conakry, mas a operação falhou nalguns dos seus objectivos fundamentais, e já não se concretiza a nossa ida para Conakry.
As noticias correm rapidamente a partir do quartel dos comandos que está mesmo ao nosso lado, indicam que as nossas tropas africanas (comandos e fuzileiros), com armamento (AK-47, RPG´s) e fardamento semelhante ao da Republica da Guiné, invadiram Conakry, mas como não tomaram a rádio, nem destruíram os Migs que afinal não se encontravam no aeroporto, tiveram que retirar.
Um pelotão de comandos não regressou, uns dizem que se perdeu, outros que o alferes que o comandava desertou.
1970 - Barry Bubacar guerrilheiro do PAIGC, com AK 47 (7)
Falharam igualmente o objectivo de eliminar o presidente da Guiné Conakry, Sékou Touré, o qual não se encontrava no palácio, bem como a eliminação dos lideres do PAIGC, contudo parece que Amilcar Cabral não devia ser morto. Acerca da eliminação de Amilcar Cabral, Spinola sempre referiu que o queria ter como interlocutor, assim parece o objectivo era apenas a sua prisão, contudo este estava ausente.
Conseguiram libertar e trazer os soldados portugueses que lá estavam prisioneiros.
23/11/1970 - Lanchas em Bissau (1)
Existe alguma dificuldade em saber o que se realmente se passou, pois as unidades intervenientes são isoladas e proibidas de falar, o que gera alguma confusão nas informações que correm, assim inicialmente o pelotão desaparecido é identificado como sendo o que devia atingir a rádio.
O alferes capturado irá aparecer a falar na rádio dizendo que pertence ao exercito português, e meses mais tarde corre a informação de que todos os comandos capturados foram enforcado nas árvores em Conackry.
O governo português nega qualquer envolvimento.
Apesar do grande sucesso que foi a libertação dos prisioneiros portugueses nesta operação, a mesma falha vários dos seus objectivos fundamentais.
Outro sucesso da operação foi a destruição de lanchas do PAIGC sediadas em Conakry, mas só chega ao nosso conhecimento recentemente, pois os nossos contactos eram com os comandos, e estas acções foram realizadas pelos fuzileiros.
A produção de vários livros tratando este tema vem clarificar o que se passou, entre eles o mais actual é um excelente livro de António Luís Marinho, publicado em Março de 2006, com o título "Operação Mar Verde - Um documento para a história", da editora Temas e Debates, elaborado com a colaboração de Alpoim Calvão, que foi o principal cérebro desta operação.
Este livro trata de forma muito detalhada esta acção, e apresenta integralmente muitos documentos e testemunhos, sobre o que se passou, mesmo quando alguns são contraditórios, permitindo assim analisar as várias versões, é pobre contudo no papel que a espionagem desempenhou nesta acção.
Monumento em Conackry celebrando a vitória sobre as tropas portuguesas, o qual possui o seguinte texto: "MONUMENT DU 22 NOVEMBRE 1970. LA REVOLUTION EST EXIGENTE! L´IMPERIALISME TROUVERA SON TOMBEAU EN GUINEE!"
Aborda-se de seguida 4 temas, sobre esta operação:
A) Objectivos da Operação B) Porque falhou a operação C) As deserções D) Os mercenários
A) Os objectivos da Operação
Os objectivos reais da operação estão claramente definidos no relatório do seu comandante (Alpoim Calvão):
"A missão foi atribuída pelo Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, sob minha proposta: - Realizar um golpe de estado na Republica da Guiné, a fim de permitir a subida dum governo favorável aos Altos Interesses da Nação. - Paralelamente executar um golpe de mão sobre as instalações do PAIGC em Conakry a fim de lhes causar o maior número de baixas possível e libertar os 26 militares portugueses detidos na prisão do partido" (b)
As missões para as equipas de assalto, também descritas no livro anteriormente referido, confirmam as intenções de que a operação tinha por objectivo um golpe de estado, e é mesmo referido o objectivo de eliminar Sekou Touré.
A informação que me foi transmitida na altura pelo alferes Matos, um dos oficiais da C. Caç. 13 envolvidos nesta acção, referia igualmente o golpe de estado como um dos objectivos chave a atingir, contudo o plano de operações não parece dar a importância devida a este ponto, e um grande atraso na chegada a este objectivo, permite a fuga de Sekou Touré, alertado pelos tiros e explosões que se ouviam.
B) Porque falhou a operação
Não é fácil responder a esta questão, pois não existe uma única causa e cada um pode valorizar um ou outro factor, encontrando assim a "sua" verdade.
Mig 17F (5)
1 - A não destruição dos Migs foi a falha chave da operação ...
Se considerarmos que a questão chave do cancelamento da operação foi devido ao facto de os Migs não estarem no aeroporto, e que consequentemente não terem sido destruídos, então estamos perante um problema de falha de informação.
Fez Alpoim Calvão bem em mandar retirar por causa dos Migs? Eram eles um problema?
Alpoim Calvão decidiu em função da informação que possuía, e os Migs eram realmente um perigo.
O livro «Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa» de Saturnino afirma que os Migs eram uma falsa ameaça, por falta de preparação dos pilotos.
"A intenção do
comandante Calvão era continuar em Conakry até que a FLNG estivesse firmemente
instalada no governo. Mas para tal era indispensável que o domínio do ar não
estivesse nas mãos do adversário. Por isso, ao ter conhecimento de que os «Migs»
não tinham sido destruídos e que, consequentemente, poderiam atacar os nossos
navios ao romper do dia, decidiu dar por finda a operação e ordenou o reembarque.
Para esta sua decisão contribuiu também o facto de ter constatado que a
implantação da FLNG em Conakry, tanto política como militar, era bastante
inferior à que os seus dirigentes propalavam. O tão temido ataque aéreo dos «Migs» não chegou a concretizar-se. Apenas foi avistado um deles voando alto que não fez qualquer menção de querer atacar os nossos navios. Soube-se mais tarde que os pilotos guineenses ainda se encontravam em fase de treino e não eram capazes de utilizar os aviões em acções de combate. Daí que o regresso da nossa força naval à ilha Soga, onde chegou às dezasseis e vinte cinco do dia seguinte, tenha decorrido sem qualquer incidente."
A verdade é que 2 dias depois da invasão, quem estava em Bissau como era o nosso caso, viu um Mig sobrevoar a cidade e picar sobre o Palácio do Governador, onde estava o general Spinola, indo-se embora.
Foi um desafio, que não teve resposta por parte dos nossos Fiat G.91, (Esquadra 121 - Tigres - sediada na Base Aérea 12 em Bissalanca), e foi também um aviso.
Na altura estava perto da antiga Casa Gouveia, e testemunhei pessoalmente a "picagem" do Mig sobre o Palácio do Governador.
A ameaça de um ataque a partir de Conakry, estaria sempre presente a partir daqui, e este não seria o único caso de violação do nosso espaço aéreo sem resposta, como aliás se pode confirmar pela directiva 7/71 de 30 de Março de 1971, assinada pelo General Spínola:
" ... Os elementos disponíveis no Comando-Chefe permitem admitir que a Rep. Guiné tenha sido reforçada ou esteja em vias de o ser, com meios aéreos de bombardeamento da Nigéria, e com pilotos argelinos e, ainda, que a Nigéria tenha posto à disposição da Rep. Guiné efectivos militares não estimados. Refere-se, a este respeito, o recende "raid" aéreo de reconhecimento de Bissau por dois Mig 17 tripulados por pilotos argelinos..." (b)
No mesmo livro (b) é apresentado um relatório do General Spinola, com data de 1 de Maio de 1969, onde já era solicitada a instalação de mísseis ar-ar AIM-9 B "Sidewinder", nos Fiat G.91, para os preparar para o combate aéreo.
"Necessidade de reforçar o armamento dos aviões FIAT G-91 com "sidewinder" com vista a aumentar as suas possibilidades no combate aéreo."
2 - A culpa das falhas é da PIDE/DGS ...
Voltando à questão das falhas existentes na operação, como se tratava de uma falha de informação, para uns a culpa será dos serviços secretos da PIDE/DGS, que não deram a informação correcta.
Numa entrevista a Carlos Fabião, último Governador da Guiné, feita por Maria João Avillez, a importância da PIDE é reconhecida, e a explicação dada para as falhas ocorridas é que as informações dadas pela PIDE, eram erradas, eis uma passagem da mesma:
"P. - Porque é que um militar como o Alpoim Calvão perde uma operação dessas? Como é que vocês viram isso na altura? R. - A operação pode ser discutida nalguns aspectos de condução, há sempre duas ou três soluções para um problema. Mas a que ele escolheu era, a meu ver, totalmente correcta. Eu teria feito exactamente o mesmo, tecnicamente a sua actuação foi perfeita. Hoje não tenho dúvidas de que a responsabilidade desse fracasso coube inteiramente à PIDE, todas as informações que prestou eram falsas. O Calvão actuou com dados errados. O general ficou aborrecido e o inspector da PIDE Matos Rodrigues, responsável pelas informações, acaba por se vir embora, sendo substituído por um rapaz chamado Fragoso Alas..."
Para outros a operação estava comprometida à partida, mesmo que atingisse os seus objectivos, pois a reacção internacional iria trazer-nos mais problemas do que vantagens, e era duvidoso que o governo que tomasse posse fosse reconhecido internacionalmente.
Existiam muitas dificuldades para se atingir o sucesso na operação, e os motivos são diversos.
3 - Sekou Touré sabia ...
"Costa Correia a bordo da LDG Montante, com altos dirigentes da FNLG, que se preparavam para tomar o poder na Guiné-Conakry" (6)
5 - O regresso mais tarde ...
6 - Alpoim Galvão o culpado ...
C) As deserções
A opção de deserção do alferes dos comandos capturados, parece clara face dados e testemunhos existentes, mas não é fácil responder o que se passou com os restantes comandos.
Eis os testemunhos:
"... Da LFG Hidra largou, pela meia-noite e um quarto, a equipa SIERRA, que tinha por missão ocupar o aeroporto de Conakry e destruir os aviões de caça «Mig», de fabrico soviético, que se supunha lá estarem e cuja neutralização era outro dos factores considerados essenciais para que a operação pudesse ser coroada de êxito.
O desembarque teve lugar pela uma e meia, conforme previsto, dirigindo-se a equipa de imediato, em marcha acelerada, para o aeroporto, que se encontrava a cerca de um quilómetro e meio do ponto onde os botes abicaram. Inesperadamente, durante o trajecto, um tenente natural da nossa Guiné, que fazia parte da equipa, desertou, levando consigo vinte homens! (Constou mais tarde em Bissau que o referido tenente havia sido mandado executar por Sekou Touré, não se sabendo sob que pretexto.)
Apesar de ter ficado com a sua força consideravelmente reduzida, o comandante da equipa SIERRA, capitão paraquedista Lopes Morais, continuou em frente e ocupou o aeroporto sem encontrar resistência. Só que os «Migs», o seu objectivo principal, não se encontravam lá. Por razões fortuitas haviam sido transferidos alguns dias antes para outro aeródromo no interior do país. ...". Fonte: livro «Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa»
"... Iniciou a progressão em direcção ao campo e antes de o atingir foi surpreendido pelo som dos rebentamentos que se iam ouvindo na cidade. O Cap. Morais, apesar de uma lesão num joelho contraída recentemente num salto de pára-quedas, forçou a marcha, mas sentindo uma certa resistência ao movimento na retaguarda, mandou um dos seus homens tentar a ligação e verificou com espanto que o tenente Januário e cerca de 20 homens tinham desaparecido.
Voltei para trás e aproximei-me da placa; nessa altura ouvia-se um toque prolongado de sino no aeroporto seguindo-se-lhe, passados alguns minutos, toques de apitos, calculo que por motivo da chegada dos pescadores a terra. Na placa havia seis aviões: 2 Caravelle, que o Ten. Boiro identificou pertencerem à Companhia AIR AFRIQUE e 4 aviões bi-motores, de asa alta, tipo Fokker F-27.
O Alf. Justo quis ir destruí-los, mas não autorizei. Entretanto chegou uma viatura pesada que me pareceu uma auto-metralhadora; nos hangares que estavam abertos e iluminados não havia aviões" (do relatório do Capitão Morais).
AK-47(Avtomat Kalashnikova 1947) A AK-47 criada pelo russo Mikhail Kalashnikov, foi unanimemente considerada a melhor arma de assalto do mundo
Importa aqui referir que o ambiente existente nos comandos relativamente à operação, não é o melhor, Alpoim Calvão no seu relatório que já referimos anteriormente quando indicamos os objectivos desta operação, descreve-o da seguinte forma:
"... A Companhia de Comandos Africanos talvez por não sentir no seu supervisor a rijeza de ânimo necessária não estava mentalizada para a operação, obrigando-me na quinta-feira, dada a possibilidade de uma insubordinação, visto ter decidido trazer o major Leal de Almeida a Bissau ..." (b)
O major Luís de Almeida era o único branco da CCA (Companhia de Comandos Africanos) e tinha a seu cargo a sua supervisão.
O major considerava que participar numa missão não reconhecida, em que iríamos fardados com fardas que não eram as nossas, e que quem lá ficasse era considerado desertor, era ilegal e ilegítima, e que não se devia ir, este sentimento arrastou-se aos restantes oficiais da CCA, mas a expectativa de libertação dos prisioneiros portugueses existentes em Conakry, e a ameaça de 2 anos de prisão, acabou por levar o major a mudar, e a convencer os restantes oficiais africanos de que deviam ir.
O tenente Januário tinha um irmão no PAIGC, e nessa altura referiu que mesmo que algo corresse mal, ele não teria problemas em ficar em Conakry, porque o seu irmão estava lá.
Os comandos africanos, eram soldados determinados que na sua maior parte combatiam à muitos anos, primeiro como milícias ou como soldados e depois como comandos, não era este o caso de Januário que tinha feito a recruta em Portugal.
De acordo com os vários testemunhos do tenente Januário após a sua prisão, apresentados no livro de Luís Marinho, este quebrou de propósito a ligação com o capitão Morais, que comandava o seu grupo, e escondeu-se recusando-se a envolver-se no ataque, a fim de se poder entregar às autoridade da Rep. Guiné sem disparar um tiro.
O tenente Januário parecia não acreditar no sucesso da operação, e pensava que seria melhor desertar e ficar por ali com o irmão, do que ficar 2 anos preso, assim disse aos soldados que estavam com ele, que quem não quisesse ficar poderia regressar aos barcos, e deveriam existir comandos que não queriam ficar, pois dirigiu-se com eles para os barcos, mas demorou demasiado tempo, e quando lá chegou estes já estavam ao largo.
Este testemunho coincide com uma das versões que me foi referido em Bissau na altura, pois haviam elementos dos comandos que garantiam terem visto os homens do alferes Januário ao longe, quando estavam na água de regresso aos barcos.
Aproveitando uma cadeia de comando enfraquecida, o tenente Januário acabou criar uma situação confusa, que levou a que os comandos que não o queriam seguir, não conseguissem regressar aos barcos a tempo, depois deve ter sido fácil convence-los, que a única solução era não dispararem um tiro e entregarem-se.
25/1/1971 Dalaba (4)
A sorte do tenente Januário e dos soldados que os acompanhavam foi serem enforcados, nas árvores de Conakry, segundo as noticias que nos chegaram. Sekou Touré aproveitou a oportunidade, para eliminar os seus potenciais opositores.
D) Os mercenários ...
Após ser capturado pelo inimigo, o tenente Januário apareceu a falar na rádio, referindo que pertencia ao exercito português, ao que o Governo Português retorquiu:
"... o principal testemunho foi prestado pelo tenente graduado Januário Lopes, natural de Bissau, que há tempos havia desertado da Província da Guiné por estar acusado de homicídio voluntário de um militar da sua unidade ...".
A expressão usadas pelo Governo Português, para classificar alguns dos elementos da força de intervenção foram:
"... os invasores incluiriam numerosos mercenários estrangeiros ...".
Deixados à mercê de um ditador cruel, fardados e armados como mercenários, e classificados pelo seu governo como tal, o que lhes negava qualquer direito como prisioneiros de guerra, este era o destino de todos os que ficassem para trás.
O documento com os textos do Governo Português, referidos anteriormente é apresentado a seguir.
Noticias de Portugal - Boletim Semanal da Direcção - Geral da Informação Sec. do Estado da Informação e Turismo. Palácio Foz, Lisboa. Ano XXIV, Nº 1232, 12-12-1970 (1)
Publicado no site em 24/02/2003, e revisto em 21/07/2006 por Carlos Fortunato Crónica de Carlos Fortunato, ex-furriel da CCaç. 13 Bibliografia:
Fotos:
Web portal: http://portalguine.com.sapo.pt
Isabel Niza
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